Mês: abril 2012

A importância de ver o todo

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Em qualquer organização há muitas pessoas e muitos meios para efetuar a comunicação. A comunicação eficaz entre todos, sempre é um desafio constante na análise de negócio. Conseguir buscar as informações e repassar de uma pessoa para outra, e entre os setores da empresa de forma clara e objetiva, é praticamente uma arte. Precisamos conhecer bem as pessoas e saber como abordá-las para que elas recebam as informações da melhor forma. Por isso que a Programação Neurolinguística (PNL) está sendo tão procurada por analistas de negócio. Muitas vezes, precisamos ser mais “psicólogos” que analistas mesmo.

Isso deve-se ao fato de cada pessoa possuir a sua própria percepção sobre seu trabalho. O setor de vendas, por exemplo, valoriza mais seu trabalho e considera fundamental, pois é através dele que entram os clientes e o dinheiro das vendas. Já o setor de compras considera seu trabalho essencial para adquirir bons preços, produtos e condições de pagamento para melhorar o fluxo de caixa. E o setor financeiro que cuida do caixa da empresa? A produção, por sua vez, considera que leva a empresa nas costas, já que é responsável por desenvolvedor o produto ou serviço com qualidade. Mas afinal, existe algum setor mais importante que outro? É claro que NÃO.

É muito natural que cada pessoa e setor considere o seu trabalho bem importante, pois sempre buscamos a valorização de nosso trabalho. Mas não podemos considerar que o que fazemos é mais importante que o trabalho de outra pessoa ou setor. Em uma organização as coisas somente acontecem quando o todo funciona bem. Não adianta a produção fazer tudo de forma rápida e perfeita e não ter vendas. Também não adianta ter vendas e não conseguir produzir, ou vender com prejuízo devido a uma negociação mal feita com o fornecedor. Sempre o todo tem que estar bem alinhado.

Dessa forma, considero fundamental que na análise de negócio sempre seja buscada uma visão mais ampla. Muitas vezes, por estarmos mais próximos de uma área, como desenvolvimento por exemplo, acabamos deixando nossa visão mais míope, mais limitada e não enxergando a empresa como um organismo mais complexo e cheio de conexões internas que levam para um resultado maior. A visão mais restrita nos tira a percepção de valor sobre algumas tarefas que devem ser implementadas.

Temos somente que ter cuidado para não nos envolvermos com tudo na empresa, buscando ser especialista em todas as áreas, e nos tornarmos assim super heróis. Sempre temos que ver o todo, mas sabendo que não seremos especialistas em tudo. Cada área possui sua experiência e conhecimento natural, e somente devemos apoiar esses setores entendendo a sua importância e suas necessidades na organização.

Mas também deve ser salientada a importância de sempre recebermos o contexto mais amplo para execução de algumas atividades. Recebermos uma tarefa para execução sem entendermos o real valor dela não é nada saudável. Temos que entender e acreditar no que está sendo feito. Fazer somente porque a direção da empresa quer, ou porque a equipe de desenvolvimento acha importante, não é a melhor saída. Sempre temos que parar, nos afastar um pouco do problema e buscar visualizar o todo. A partir desse ponto, estaremos aptos para tomarmos a decisão mais acertada.

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Você confia nas pessoas do seu time?

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Lendo o post “Não quero gerentes, mas pessoas capazes de gerenciar” do Daniel Wildt que é muito bom e está em linha com o que acredito também, veio a inspiração para esse novo post. 😉 Falarei um pouco sobre confiança. Sim, confiança. Assunto não técnico, mas que tem muito a ver com análise de negócio, relações entre pessoas de um time, liderança e trabalho em equipe.

Delegar responsabilidades não é algo simples. É importante saber delegar. Passar uma tarefa a alguém e esperar que ela faça exatamente o que você faria não é a forma adequada. Muito pelo contrário. É um sinal claro de desconfiança. As pessoas sempre farão diferente do que você faria. Isso é natural, pois cada pessoa é diferente com seu conhecimento, habilidade e atitude (CHA). Se você quer que as coisas sejam exatamente como você espera, o melhor é que você mesmo faça. Caso contrário, a chance de frustração é bem grande.

Além disso, encontrar as pessoas que possuem a aptidão e perfil adequado para desenvolver algumas funções também é delicado. Devemos conhecer as pessoas e saber o que cada pessoa do time é capaz de executar. Cobrar algo de alguém que não tem o perfil adequado, com certeza é um tiro do pé. A relação de confiança da pessoa com o restante do time ficará abalada, pois a execução da tarefa não se dará de forma adequada, já que o perfil da pessoa não é o adequado para tal execução.

O mais importante de tudo é confiar nas pessoas do time. O que quero dizer com isso? Quero dizer que devemos passar uma tarefa para a pessoa e ter certeza que ela dará um jeito de resolver. Se ela não conseguir resolver, ela deverá avisar. Mas não devemos ficar cobrando se está indo ou não, ou como fez. Se delegou a tarefa, e deixou claro o que deve ser feito, não deve se preocupar como ela será feita. Importante é que o objetivo seja alcançado. E a pessoa deve ser responsável o suficiente para executar a tarefa e dar feedback a fim de continuar tendo a confiança do líder e de todo o time. Isso faz com que o time seja auto gerenciável, sem necessidade de cobranças e controles excessivos.

Quem não passou por situações onde o gerente ou diretor ficou cobrando as coisas diariamente, semanalmente ou mensalmente? Isso na minha visão, é total falta de confiança no time ou nas pessoas. Claro que o time deve dar retorno sobre o andamento da tarefa. Mas muitas vezes, nem consegue iniciar a execução, que já vem outra cobrança. Um time somente cresce quando há confiança. Se o líder não confia no time, não serão criadas novas lideranças e não irá ocorrer crescimento individual. O mesmo serve para a confiança entre as próprias pessoas do time. Com a desconfiança entre as pessoas, irão surgir “heróis” que sempre ficarão com as tarefas mais difíceis e irão se tornar gargalos, não propiciando o crescimento das demais pessoas através do repasse de conhecimento.

A confiança é a base de qualquer relação. E é sobre esse pilar que devemos construir o relacionamento entre as pessoas do time. Lendo o livro Transformando Suor em Ouro do Bernardinho, que sem dúvida nenhuma é um grande líder, podemos tirar algumas lições importantes que devem ser aplicadas nos times:
– Deve-se sempre fomentar as lideranças no time
– Nunca esquecer que a vaidade é inimiga do espírito de equipe
– Buscar o “brilho da vitória” no olhar das pessoas do time
– Combater o desperdício do talento. É fundamental conhecer as pessoas para motivá-las
– Quanto mais o gestor mostrar que acredita no potencial das pessoas do time e se dedicar a elas, maior será a produtividade

Para finalizar, reforço a necessidade de aumentar cada vez mais a confiança entre as pessoas do time. Cada pessoa deverá ser responsável por suas atividades de acordo com sua aptidão. Mas para conquistar a confiança de todos, é necessária muita responsabilidade sobre as tarefas executadas.